Actividades

Terra: Bicicleta de montanha – BTT,  Percursos a cavalo,  Percursos gastronómicos,  Percursos Pedestres – Trekking,  Enoturismo.
Água: Canoagem,  Pesca.
Poderá obter mais informações sobre actividades de recreio e lazer junto dos parceiros da Casa das Olas em Arcos de Valdevez (http://www.nature4.pt) e Ponte da Barca (http://www.pedrios.blogspot.pt).

Lugares de interesse

Ermelo  (a 1 km)

Situada nas margens do Rio Lima, a pitoresca aldeia de Ermelo é famosa pelas suas deliciosas laranjas, com textura e sabor únicos. Esta produção de citrinos é apenas possível pelo microclima provocado pela localização e exposição solar privilegiada da aldeia. Ermelo é ainda conhecido pelo seu ancestral Mosteiro Cisterciense de Santa Maria de Ermelo, do qual apenas se conserva a igreja românica e vestígios do claustro em ruínas, ambos classificados como Monumento Nacional. É um antigo cenóbio beneditino, que teria sido fundado pela rainha-mãe Dona Teresa, nos inícios do século XII. Esteve filiado ao Mosteiro de Santa Maria de Fiães (Melgaço) no século XIII, tendo adoptado a reforma cisterciense. Está implantado na margem direita do rio Lima, na base da encosta da íngreme montanha do Outeiro Maior, coberto pelas montanhas graníticas descendo abruptamente para a Ribeira Lima. Apesar de a arquitectura românica estar ainda muito bem conservada, não só no todo maciço da sua construção, mas também em muitos dos seus pormenores, o seu declínio decorreu de forma atribulada. A igreja tem uma planta original típica de S. Bernardo e o estilo da sua arquitectura é o românico português tardio (século XIII início do século XIII). As referências mais antigas a este mosteiro remontam às inquirições de 1258. A extinção foi decidida em 1533 por ordem do abade de Claraval, tendo sido definitivamente secularizado no ano de 1560 pelo Cardeal D. Henrique. O templo foi convertido em igreja Paroquial, que ainda se mantêm.

Soajo  (a 8 km)
A vila de Soajo, característica nas suas formas particulares de vivência e organização social e económica, integrando uma área geográfica que foi concelho até à reforma liberal do século XIX. Características da área geográfica da serrania da Peneda, Gerês e Amarela, o sistema de habitat de “brandas” e “inverneiras” é um marco referencial da maior singularidade e interesse etnológico e patrimonial. A branda é um espaço de uso mais sazonal, com uma ocupação secundária, conectada sobretudo com os usos agrícolas e pastoris de Verão, por oposição à inverneira tradicionalmente de cariz mais permanente. Ocupam geralmente cotas de terreno a cima dos 600 metros, substancialmente mais altas que as inverneiras a que se associam. A aldeia do Soajo é também famosa pelo vasto conjunto de espigueiros erigidos sobre uma enorme laje granítica, usada pelo povo como eira comunitária. O mais antigo data de 1782. Estes monumentos de granito foram construídos na altura em que se incrementou o cultivo do milho e serviam para proteger o cereal das intempéries e dos animais roedores. As suas paredes são fendidas para que o ar circule através das espigas empilhadas. No topo são geralmente rematados por uma cruz, que significa a invocação divina para a protecção dos cereais. Parte destes espigueiros são ainda hoje utilizados pelas gentes da terra.

Arcos de Valdevez  (a 11 km)
Uma vila lendária, com mais de 9 séculos de História, Arcos de Valdevez é detentor de um número infindável de monumentos históricos e etnológicos, que permitem ao visitante uma experiência única. Este vasto e rico panorama constitui o Património Arquitectónico Histórico e Cultural, onde a própria sobriedade dos montes e vales se alia à beleza das mais diversas manifestações artísticas. Castelos, Igrejas, Torres, Pontes, ermidas e vestígios de antigas civilizações, tudo aqui pode ser descoberto.
Lindoso  (a 12 km) -
O topônimo Lindoso deriva do latim “Limitosum” (limitador, fronteira, extrema). Embora não existam informações sobre a primitiva ocupação humana de seu sítio, esse topónimo não se encontra mencionado nas Inquirições de 1220, o que vem a ocorrer nas de 1258. Compreende-se, por essa razão, que tenha sido erguido de raiz no reinado de D. Afonso III. O castelo teria sido reforçado e ampliado no reinado de Dinis I de Portugal, a partir de 1278. O Castelo de Lindoso localiza-se no lugar do Castelo, na freguesia e lugar de Lindoso, concelho de Ponte da Barca, distrito de Viana do Castelo, em Portugal. Sobranceiro a terras de Espanha, em posição dominante na serra Amarela, sobre a margem esquerda do rio Lima, este castelo foi erguido de raiz, na Idade Média, com a função de vigia, defesa e marco de soberania da fronteira. Embora não tenha estado envolvido em grandes batalhas ou episódios de história militar, é considerado como um dos mais importantes monumentos militares portugueses, pelas novidades técnicas e arquitetônicas que ensaiou, à época, no país.

Ponte da Barca  (a 12 km)
Ponte da Barca, em pleno coração do Alto Minho deve o seu topónimo à “barca” que fazia a ligação entre as duas margens do Rio Lima, muitas vezes peregrinos a caminho de Santiago de Compostela, sendo a “ponte” construída em meados do séc. XIV que lhe vai dar o nome de S. João de Ponte da Barca (1450). Com as suas pesqueiras no Rio Lima (pesca da lampreia), possui ainda coutos de caça, desportos náuticos, praia fluvial, um bom equipamento de restauração e de animação hoteleira, artesanato, folclore e uma gastronomia de requinte: o presunto e a boroa de milho, as papas de sarrabulho, a chanfana de cabra à moda de Germil, a lampreia, o cabrito dos montados de Boivães e aquele branco colheita selecionada, ou os famosos vinhos branco e tinto, da Adega Cooperativa, acompanhado sempre por um saber receber como ninguém, fazem de Ponte da Barca uma terra de eleição.

Gavieira  (a 25 km)
A Gavieira está totalmente inserida na área protegida do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Os aglomerados populacionais compõem cinco Brandas. Os habitantes do lugar de Peneda e Beleiral dispõem da Branda da Bouça dos Homens (1000 a 1050 metros); o lugar da Gavieira as Brandas de Benzgalinhas (1000 a 1100) e São Bento do Cando (900 a 950), Rouças as brandas da Junqueira (1000 a 1050) e Grobelas (950 a 1000). As Brandas ou Verandas constituem, com as Inverneiras, um curioso fenómeno de ocupação humana do espaço natural envolvente. Através do sistema das Brandas e das Inverneiras, duas áreas distintas dum território são ocupadas e exploradas em paralelo por uma mesma comunidade humana, a qual, em complementaridade, ocupa alternadamente e de acordo com o calendário de mudança das estações, ora uma área ora outra. As Brandas e as Inverneiras pertencem à modalidade de lugares móveis ou de transumância, ligada à situação geográfica e às características climáticas. Tradicionalmente as Brandas eram áreas de pastagens onde se fixavam os pastores com os seus rebanhos durante o verão. Presentemente estas Brandas apresentam uma tendência mais votada ao estudo dos usos de ocupação e “habitat” agro-pastoril do passado e também a fins turísticos procurando dessa forma extrair-se alguma rentabilidade complementar à vida dura e pobre da montanha. Procura-se assim recuperar as casas das Brandas para desenvolver o turismo rural, aproveitando todas as potencialidades que a Natureza oferece a quem a sabe respeitar e dela usufruir.

Ponte de Lima  (a 25 km)
Em pleno coração do Vale do Lima, a beleza castiça e peculiar da vila mais antiga de Portugal esconde raízes profundas e lendas ancestrais. Foi a Rainha D. Teresa quem, na longínqua data de 4 de Março de 1125, outorgou carta de foral à vila, referindo-se à mesma como Terra de Ponte. Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geo-estratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas. A ponte, que deu nome a esta nobre terra, adquiriu sempre uma importância de grande significado em todo o Alto Minho, atendendo a ser a única passagem segura do Rio Lima, em toda a sua extensão, até aos finais da Idade Média. A primitiva foi construída pelos romanos, da qual ainda resta um troço significativo na margem direita do Lima, sendo a medieval um marco notável da arquitectura, havendo muito poucos exemplos que se lhe comparem na altivez, beleza e equilíbrio do seu todo. Referência obrigatória em roteiros, guias e mapas, muitos deles antigos, que descrevem a passagem por ela de milhares de peregrinos que demandavam a Santiago de Compostela e que ainda nos dias de hoje a transpõem com a mesma finalidade.

Senhora da Peneda  (a 30 km)
O Santuário de Nossa Senhora da Peneda é um santuário localizado na freguesia de Gavieira, Arcos de Valdevez, Portugal, construído entre os finais do séc. XVIII e o terceiro quartel do séc. XIX. A igreja foi terminada em 1875. Frente à igreja encontra-se o escadório das virtudes, com estátuas representando a Fé, Esperança, Caridade e Glória, datado de 1854, obra do mestre Francisco Luís Barreiros. Após um largo triangular onde se situam os antigos dormitórios para os peregrinos (hoje transformados num hotel), o santuário desenvolve-se numa alameda arborizada em escadaria, com cerca de 300 metros e 20 capelas, com cenas da vida de Cristo (Natividade e Paixão). Uma das capelas ostenta uma inscrição que atesta ter ela sido oferecida pelo negus da Etiópia. Ao fundo da alameda, numa praça circular, situa-se um pilar oferecido pela rainha D. Maria I. Na primeira semana de Setembro realiza-se no santuário um grande arraial popular.

 

Comments are closed.